Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

VIANA: DATA DO CORSO DE CARNAVAL ALTERADO


Executivo da Câmara altera dia do corso de Carnaval

 O corso que anualmente a Câmara Municipal vem a realizar em dia de Carnaval – Terça-feira, este ano, dia 21 de Fevereiro, foi antecipado para Domingo dia 19.
A Câmara Municipal de Viana do Castelo pôs-se de cócoras ao Governo, que apenas massacra quem verdadeiramente trabalha e produz.
A coligação governamental PSD/CDS, decidiu retirar 4 feriados, 5 de Outubro, 1 de Dezembro (desrespeitando a história deste Pais), o Corpo de Deus e 15 de Agosto.
A terça-feira de carnaval, sendo um feriado móvel, ou facultativo, em alguns sectores de actividade privada ou pública, negociado e aplicado em algumas convenções colectivas de trabalho, ou acordos de empresa.
Assim sendo, não foi retirado, nem tão pouco referido, na altura da intenção do governo o abalo de alguns feriados móveis.
Desde o último carnaval que algumas associações culturais, desportivas e colectividades recreativas prepararam e calendarizaram as actividades para 2012.
Acontece que a Câmara municipal ao antecipar, vai mexer no calendário, enfraquecendo e diminuindo os visitantes.
Como é que as colectividades, que programaram os eventos de carnaval, para dia 19, Domingo, por forma a não colidir com o da Câmara Municipal, tradicionalmente programado para a terça-feira, irão conseguir tenha a notoriedade que se espera?
A pretexto da crise, o executivo vai enfraquecer as actividades das colectividades locais, o corso da cidade e retirar aos seus funcionários um feriado móvel.
A senda da crise vai acabar com que o corso tenha um menor número de visitas de vianenses, de outras pessoas vindas de outros locais, fora de Viana e enfraquecer o comércio local, tantas vezes” protegido” por esses mesmos autarcas.
É deveras repugnante, esta atitude da Câmara em alterar o dia do corso de carnaval, antes de ouvir as dispersas colectividades distribuídas pelas várias freguesias do concelho.

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

As freguesias não são inutilidade administrativa


O Poder Central não poderá ver as freguesias como inutilidade

O objectivo deste governo, através do livro verde da Reforma da Administração Local, é reduzir a democracia e ignorar a identidade local – freguesias.
De facto é um documento cinzento, visto que é uma reforma para extinguir algumas freguesias, tentando eliminá-las da sua história, da sua cultura, enfim dos seus modus vivendi.
Esse livro é um documento tão pobre e sem conhecimento da realidade e identidade das suas freguesias que apenas pretende criar guerra entre as populações e autarcas directamente eleitos pelos fregueses.
Um documento que protege o município, quiçá monocolor, sem alternativas de como irão ser eleitos os autarcas, sem indicação de uma lei de bases dos autarcas, enfim uma confusão, demonstrando uma efectiva diminuição da democracia local.
 Um documento com pendor inter-municipalista, virado para as CIMs (Comunidades Inter Municipais) aonde o conselho de administração não é eleito pelo Povo.
Por força da firme oposição dos autarcas e o congresso da Anafre foi claro. Demonstrou uma acérrima contestação ao Ministro Relvas.
Quando se afirma que o livro verde caiu, é dito com alguma má-intenção ou ingenuidade. Não creio e o facto de deixar cair uns pequenos grãos de eleitores, não significa que tenham cedido.
A manobra assenta essencialmente numa armadilha. Esta ratoeira vai crispar as freguesias com um menor número de eleitores, marginalizando o interior, indefeso, claro.
Esta armadilha criará uma “guerra” nessas freguesias, visto que nessas aldeias os eleitores são mais idosos, com muito parcos recursos, dificuldade de locomoção, inacessibilidade de deslocação por carência de transportes públicos.
Na maioria das freguesias e mais no interior, as juntas funcionam como uma loja do cidadão. Os eleitores necessitam de um atestado, o próprio presidente por vezes até vai à residência entregar, reconhecendo que esse freguês não tem possibilidade de deslocação à sede.
Quantas vezes o presidente, já fora de horas e dias de funcionamento, desenrasca o freguês com o atestado ou certidão, nomeadamente nesta época de crise, os mais debilitados e carenciados necessitam destes serviços de proximidade.
A maioria das juntas de freguesia rurais não cobra dinheiro pelos atestados ou certidões.
O principal alvo deste governo é a eliminação de freguesias de menor dimensão de pessoas, situando-se estas mais no interior.
É preocupante notar que os órgãos de comunicação pouco ou nada falam. As televisões ignoram este assunto. Está tudo controlado. Que despudor.
Torna-se vergonhoso o papel de alguns autarcas na falta de solidariedade, na desunião.
 Ao conhecerem que a sua quintinha ficou intocável, alheiam-se das outras freguesia que irão ser extintas.
Hoje são estas, amanhã serão mais. A pretensão é abalar a identidade das freguesias.
É óbvio que temos de alterar e fazer ajustamentos, mas não começar por cima, aplicar a régua e não sei que tipo de esquadro como o chamado livro verde.
Têm de se respeitar os motivos de ordem histórica e cultural.
A população das freguesias é que terão de decidir por aquilo que é seu, que conhecem melhor que os tecnocratas do Terreiro do Paço.
As populações terão de opinar individualmente.
A maneira mais democrática de o fazer é a consulta popular que se chama referendo.
E não venham com o papão da troika, porque no seu memorando fala na diminuição de autarcas e não de freguesias.
O poder central não poderá retirar o valor que as freguesias têm, nem tão pouco poderão considerá-las inúteis.

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia


Decorreu dia 27, conforme divulgado por este blogue, a sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia de Neiva.
Esta reunião, convocada para uma tomada de posição, da Reforma Administrativa deste governo PSD/CDS, de um verdadeiro atentado ao Poder Local – as freguesias.
A reunião dos autarcas começou com um atraso de sensivelmente 10 minutos.
Um elemento, da maioria, apresentou uma proposta à Mesa para permitir a intervenção do público.
O Presidente da Mesa da Assembleia leu o documento, já previamente elaborado pelos membros que compõem a Assembleia de Freguesia, que depois foi aprovado por unanimidade.
O documento será enviado a todos os partidos da Assembleia da República, Câmara e Assembleia  Municipal, segundo entendi, desconhecendo se também será endossado à Anafre-Associação Nacional de Freguesias.
O Presidente da Junta de Freguesia leu um texto relativo ao tema, que será enviado juntamente com o documento da Assembleia.
Da parte do público também surgiram intervenções.
No final da sessão, solicitei à mesa para que me facultasse uma cópia do documento, tendo um elemento da oposição gesticulado negativamente, embora o presidente respondeu que o facultaria, depois de enviado aos órgãos mencionados.
Espero seja cumprido o prometido. Se tal não acontecer fá-lo-ei nos termos da Lei, disso não restam dúvidas.

Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Assembleia de Freguesia - sessão extraordinária

Reforma Administrativa

De acordo com o edital, afixado, no painel de informação da Junta de Freguesia, a Assembleia de Freguesia, reunir-se-á no próximo dia 27 de Janeiro, pelas 21 horas, em sessão extraordinária, na sede da Junta, tendo como único ponto da ordem de trabalhos:
 1. Reforma Administrativa. Fusão de Freguesia, tomada de posição.

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Animais subnutridos, morrem de maus tratos

petição online

Está a decorrer online, uma petição, referente a maus tratos em animais, residentes numa área vizinha da cerca, freguesia de Neiva.
De acordo com o texto da petição os animais morrem porque não são alimentados.
Refere a petição que era composto por 9 vacas barrosãs, 1 touro, 5 porcos pretos, 150 ovelhas, 2 cavalos e 2 éguas. Das 150 ovelhas, apenas restam cerca de 30.
Para acesso e subscrição da petição clique aqui.
Veja também o vídeo.

Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

O Neivense

O Neivense - Edição Especial

Foi colocado nas caixas do correio domiciliário, o boletim informativo da Junta de Freguesia de Neiva, O Neivense.
De acordo com o boletim, trata-se de um número especial - Natal 2011.
É composto por 4 páginas. No rosto insere a mensagem de Natal pelo Presidente de Junta, foto e texto do almoço/convívio de natal para idosos.
Nas restantes páginas trabalhos de alunos da escola primária, mensagens da delegação de Neiva da Cruz Vermelha Portuguesa, das Guias e escuteiros, alusivos à quadra.

Assembleia de Freguesia


Assembleia de Freguesia

Amanhã, dia 30,  pelas 21 horas, na sede da Junta de Freguesia, terá lugar a sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Neiva,
A ordem de trabalhos é composta por 8 pontos

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

O Neivense - edição nº 7

No receptáculo postal domiciliário, deparei-me com a edição nº 7 do Boletim informativo da Junta de Freguesia de Neiva.
Nesta edição de Novembro, no rosto, refere o “roubo no cemitério” e “ Passeio/convívio dos Idosos “.
Por sua vez, nas páginas interiores, entre vários textos, salienta o “Jantar de despedida Dª Alice”, as “Guias na Dinamarca”, “Torneio de futsal inter-freguesias”, “Obras realizadas na freguesia”, e vários artigos de opinião.
Na última página “Bebé a Bordo”, o destaque da Delegação da Cruz Vermelha, dando-lhe dimensão pelo trabalho de parto a bordo na ambulância dessa delegação.
Esta edição é composta por 12 páginas.
De acordo com “O Neivense” a tiragem é de 500 exemplares e distribuição gratuita.
Até ao momento não está disponível no sítio da junta de freguesia: www.neiva.pt.vu.

Sábado, 29 de Outubro de 2011

Mudança da hora

Horário de Inverno

De acordo com a legislação que define a hora legal em Portugal, este Domingo chega o horário de Inverno.
Os relógios devem ser atrasados 60 minutos.
À uma da manhã do dia 30 de Outubro – Domingo – atrase o relógio para a meia-noite.

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

casa mortuária - uma realidade

Na sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Neiva, efectuada no dia 29 de Setembro, foi apresentado o projecto da Casa Mortuária que irá ser construída pela junta de freguesia e localizar-se-á no terreno, propriedade desta, conhecido por "campo de Sant'Ana".
A sala do velório terá uma àrea de 52 m2, sensívelmente.
Haverá uma outra sala para descanso dos familiares.
No exterior um pequeno parque, com espaço para deficientes.
Na apresentação foi dito que o projecto foi a custo zero.
Quem pretender ver o projecto deverá digirir-se à sede da Junta de freguesia.
Neivadigital associa-se à iniciativa.

Nota: a foto foi retirada do grupo aberto - Neiva-Viana do Castelo (facebook). Este blogue espera que o seu autor, Ruben Almeida, compreenda este "roubo".

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

irregularidades na alteração ao nome da freguesia

Alteração ao nome da freguesia repleto de irregularidades

Foi publicado no Diário da República a alteração à denominação da freguesia de Neiva.
O resultado da votação, na Assembleia da República, não foi unânime.
O que me leva a escrever este texto, deve-se as umas frases que li em um órgão de informação (na sala de espera, ao aguardar consulta médica. Em casa pesquisei na net, apesar de ter acontecido em Junho – ler aqui) proferidas pelo professor Paulo Morais, vice-presidente da Transparência Internacional, num debate sobre corrupção, afirmando que “o parlamento tem sido centro de corrupção em Portugal”.
Ainda que um pouco diferente, do afirmado pelo professor, este tema atraiu-me a atenção.
De facto advertiu-me relativamente à aprovação da alteração ao nome desta aldeia, dado a sua promiscuidade político-religiosa.
Esta democracia dos lobbys, limita-nos a manifestar as nossas opções, “apenas” na eleição dos ditos representantes, por mais balelas que se digam é paisagem.
O seu processo da alteração ao nome da freguesia teve um percurso vergonhoso.
A comissão, fechada entre si, composta apenas pelos membros da assembleia de freguesia (auto-eleitos), sem o mínimo de abertura ao exterior, intencionalmente feita para evitar a participação dos cidadãos.
A sua aprovação, realizada em 8 de Fevereiro de 2009 (feita em local onde minutos antes tinha acabado a missa dominical), com carácter de extraordinária, criando toda aquela fantochada, entre si, com aquelas burocracias, para autorizar os Neivenses a poderem participar, julgando-nos ignorantes.
A artimanha usada foi apenas a de uma imagem de plena participação – triste encenação! Imaginem que nem o executivo da junta de freguesia tinha conhecimento da “exposição de motivos” – o tal parecer técnico-religioso apresentado!
A intervenção feita pelo presidente da junta de freguesia que afirmou desconhecer o documento, declarando-se contudo a favor da alteração, disse: “Não há consenso. Ao longo de 12 anos é a primeira vez que não há unanimidade. Apoio inteiramente a iniciativa”.
O secretário da junta disse que “não me entusiasma muito a ideia, mas não a encravo”.
O tesoureiro não se tendo pronunciado, assumiu-se publicamente contra a alteração.
Se pretendiam uma enorme participação e abertura, então porque mandaram calar o público no final da minha intervenção?! A grande maioria dos presentes imediatamente abandonou o local. O respeito pela opinião desses Neivenses foi perfeitamente desprezado.
E não venham falar que a lei e o regimento não o permitiam. Isso seria falsear o injustificável! Não abriram excepção para o público!!
O facto de optarem por aquele local, não foi por acaso.
O Centro Paroquial, local onde minutos antes tinha sido celebrado a missa, permitiria um “silenciamento”, visto o desconhecimento dos presentes do ”parecer” apresentado e a presença do pároco retrairia a vontade de se manifestar.
Pensaram que ficaríamos surpreendidos (comer/calar). O que não aconteceu, mesmo desconhecendo os motivos apresentados na pobrezita e inquinada exposição.
Dei a cara. Estive contra a alteração. Manifestei através da intervenção a discordância da sua aprovação, sugeri que os Neivenses deveriam opinar individualmente e apontei o referendo como alternativa. Dei como exemplo Serreleis!
É claro que eles não queriam o Plebiscito – resolução pelos Neivenses através do voto. Era condição dos promotores aprovar a alteração ali. Até pronunciaram um deputado amigo que “daria um empurrão”!
Assumi pública e frontalmente a discordância do método encontrado. Questionei quem assumiria as despesas: da autarquia e cidadãos. Mereci aplausos. O presidente da mesa mandou calar os cidadãos - manobras de desespero!
Não afirmaram que era a vontade dos Neivenses?! Então por que é que os calaram? Os impositores quando se apercebem que não controlam silenciam!
Na exposição de motivos referiam que “é assim que todos os habitantes, bem como qualquer cidadão a ela se tenha de referir”.
Não pesou a diferença de opiniões do executivo da Junta de Freguesia e falta de unanimidade da Assembleia de Freguesia?!
Se é assim que todos os habitantes… como justificam a contestação dos jovens (com rosto) e demais cidadãos nas redes sociais?!
A iniciativa de placard´s e faixas?!
As discordâncias manifestadas em conversas de Neivenses?!
E porque não me foram entregues as cópias das actas que pedi? Foram-me negadas. Pomposamente até criaram um irrisório parecer à maneira de (Rei do Sol) Luís IV “L’etat c’est moi”, censurando-me, como se esses três “doutores” absolutistas ditassem doutrina jurídica. Tive de recorrer superiormente para que a Lei fosse cumprida.
E a tentativa de linchamento político ao tesoureiro da junta de freguesia, Sr. Orlando, lembram-se da depreciação que lhe fizeram na sessão da assembleia de freguesia, em 25/4/2009[1].
Veja-se a falta de cortesia com o tesoureiro, de então, por este discordar da alteração. Atente-se ao que se passou nessa assembleia de freguesia, da sessão de 25/4/2009, ao tratamento depreciativo que lhe fizeram.
Existiu de facto intenção de vingança contra quem se lhes opôs.
Triste freguesia que tem como decisores lideres cheios de vingança e ódio.
Observe-se a intervenção que o proponente fez, na sessão da Assembleia Municipal, em 27 Fevereiro de 2009, relativamente à carta que o tesoureiro enviou para a Câmara, Assembleia Municipal e partidos com representação nesses órgãos. Quem duvidar que peça a gravação fonográfica dessa sessão [2].
E têm a displicência de afirmar que foi um processo limpo e passou com a aprovação em todos os locais!
Não está em causa a legalidade (não confundir com legitimidade). O que verdadeiramente está em causa é a maneira fechada e a manietação maquiavélica com que foi feito. Os fins não justificam os meios!
E falam em transparência?!
Se não tivesse existido a trilogia do eu quero, posso e mando (abuso do poder). Se não tivesse havido a cultura da imposição e tivesse havido lisura no processo, entre outras, bastariam no mínimo fazer duas coisas:
1-A composição da comissão deveria incluir representantes das associações existentes na freguesia, incluindo representação das empresas;
a) Dessa comissão saísse um parecer devidamente documentado e fundamentado, tocando nas raízes históricas e sociais da freguesia, bem como os custos com os cidadãos e autarquia no curto e médio prazo.
2- Dar a decisão final aos Neivenses, através do referendo.
Naquela promiscuidade político-religiosa tiveram MEDO DO REFERENDO.
Tinha sido cozinhado nas “portas do cavalo” e teria de avançar, sem que os Neivenses tivessem de opinar individualmente.
Em democracia participada caberia a decisão ao Povo, aqui ficaria finalmente legitimada a legalidade.
Houve um enorme desrespeito às boas regras da verdadeira democracia.
De resto tudo o que se argumente são balelas e escamoteamento da liberdade de participação – Regras primordiais da respeitabilidade democrática.
Se se sentissem conscientes e tranquilos, desesperadamente:
- Tentaram denegrir a imagem e dignidade do tesoureiro, de então, Sr. Orlando?
- Deram “porrada” no Presidente da Junta (também a favor da alteração) por afirmar que não foi convidado a participar e haver dito que “a argumentação na exposição de motivos é pobre, pouco concisa”.
- Nas redes sociais iniciaram (sem rosto) e entraram em ataques pessoais!
- A destruição do placard e o roubo da faixa?
Na X [3] legislatura da Assembleia da República, não foi votada /aprovada.
Voltaram a insistir na XI [4] legislatura.
Os seus promotores voltaram a teimar na alteração, insistindo assim, numa atitude pouco democrática – em democracia é imperioso os cidadãos serem informados e ouvidos!
A Assembleia da República pelas mãos do CDS aprovou a alteração ao nome, porém os deputados não cumprem o que escrevem (legislam), ignorando o Parecer da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local. Este parecer estipulava que fossem ouvidos os órgãos autárquicos locais. Estes não foram ouvidos nessa XI legislatura.
Importa aqui ressalvar que na XI legislatura os órgãos autárquicos locais eram compostos por novos rostos.
Convém reforçar que o Projecto de alteração foi apresentado na X [4] legislatura, portanto na anterior à aprovação.
Do projecto-lei. diz(ia) no seu ponto 5: “De acordo com a exposição de motivos deste projecto de lei, o nome, que de facto, sempre se aplicou à freguesia foi o de São Romão de Neiva desde 1127. É com esta designação que os habitantes (sublinhado meu), bem como qualquer cidadão se referem à actual freguesia de Neiva”.
Por sua vez no ponto 6, é referido que “a Assembleia de freguesia de Neiva, nomeou (eu acrescento auto nomeou os próprios membros dessa assembleia) em Dezembro de 2008, uma Comissão de trabalho(?!) para preparar o processo de alteração da denominação da freguesia…
Quanto às consultas obrigatórias IV. Expõe: “dado o teor deste projecto de lei e atento o disposto na alínea d) do Artigo 3º da Lei nº 11/82, de 2 de Junho, deve ser promovida a consulta dos respectivos órgãos de poder local, designadamente, a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal de Viana do Castelo e a Junta de Freguesia e a Assembleia de Freguesia de Neiva
É condenável que os deputados aprovem alterações (desrespeitando o que legislam-Parecer). Se nas consultas obrigatórias exigia o parecer(**) dos órgãos mencionados, neste caso a Junta e Assembleia de Freguesia, foram ignorados.
É lamentável que os deputados aprovem matéria sem conhecimento in-loco de situações criadas por quem se julga paladino e detentor do poder.
Os deputados foram instrumentalizados, até porque o resultado da A.R diferiu do órgão distrital – a Assembleia Municipal.
Os grupos parlamentares dos partidos terão apreciado todos os documentos, a subscrição do abaixo-assinado, ouvido as intervenções fonográficas e lido as actas da sessão da Assembleia Municipal e ouvido os órgãos regionais?!
Os Partidos aprovam sem certificação e conhecimento da realidade das populações.
É a política tradicional dos partidos, sem excepção. Embrenham-se pelo caciquismo e vaidade e apego ao poder.
Hoje aprovo o teu projecto. Amanhã aprovas o meu!!!
Os deputados deveriam ter em atenção ao número de residentes, de eleitores e comparar com o número de votantes.
É com atitudes como esta e outras que cresce a abstenção.
Os eleitores cada vez mais descrêem e se afastam dos políticos, desde o mais simples autarca ao que está no mais alto cargo.
Eu, leigo na matéria (cidadão analfabeto, não se formou dr. ou engº no exame de Domingo), acho que não deveria transitar para a nova legislatura (XI), visto que o processo deveria começar de novo, tendo de descer e discutido novamente nos órgãos autárquicos, o que não aconteceu. É o entender deste cidadão, longe desses jogos de bastidores!
Mas como consagra a Constituição da República Portuguesa no seu artº 21º - Direito de resistência, este cidadão, tem o direito de resistir à ofensa aos seus direitos (não foi ouvido) e assim irá continuar a ignorar a alteração, visto que não lhe foi pedido a opinião, juntando-se e engrossando os Neivenses que não foram consultados. Resistir ao maquiavelismo.
Para terminar, creio que o Prof. Paulo Morais pretendeu condenar esta forma de exercer política.
Eis o motivo para este artigo, baseado em pressupostos encenados na alteração à denominação de alteração ao nome.
Com este texto demonstrei os métodos usados nessa encenação habilidosa.
Por Neiva, Resistir, resistir.

[1] “…O senhor já tem idade para ter juízo…”, “…dirige uma carta à Assembleia Municipal numa tentativa de condicionar o processo…”, “…não é aceitável que promova o abaixo-assinado intimidando as pessoas…”, “…demonstrou uma falta de cultura ética e política… Exijo que o Senhor faça uma declaração de desculpas…”, “…Esse Sr. (*) colaborou nomeadamente para uma instituição onde a sua filha está a trabalhar…”
(*) O deputado que daria um empurrão na AR.
[3] Entre 2005/2009-eleição:20 Fevereiro 2005
[4] Entre 2009/2011-eleição: 27 Setembro 2009
(**)Não tenho formação jurídica, no entanto, sei distinguir parecer de acta. Parecer é dar a opinião, isso não aconteceu. Apenas foi pedido a acta(da sessão de Fevereiro de 2009) esta por sua vez é um registo do que se passa na sessão. Nada se assemelha a parecer!
Sá Mota

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

assembleia de freguesia

Na próxima Quinta-feira, dia 29, pelas 21 horas, na sede da Junta de Freguesia, terá lugar a sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Neiva.
A ordem de trabalhos é composta por 6 pontos, assim designados:
1. Aprovação da acta da sessão anterior;
2. Apresentação, por escrito, por parte do público, de questões concretas relacionadas com a freguesia;
3. Período de antes da ordem do dia;
4. Apresentação do Projecto da Casa Mortuária a ser construída no terreno da junta denominado “Campo de Santa Ana”;
5. Apreciar uma informação escrita do Presidente de Junta acerca da actividade exercida por si ou pela Junta, no âmbito da correspondência própria ou delegada, bem como da situação financeira;
6. Tempo reservado à intervenção do Público.